História

  • O surgimento do Trabalho Temporário (TT) ocorreu nos Estados Unidos na década de 40, no contexto do pós-guerra para suprir cargas extras de trabalho que surgiam nas áreas mais administrativas.

    Nesse sentido, o primeiro registro de (TT), foi em 1948 e aponta que um advogado americano, conhecido como Winters, recorreu a uma ex-secretária para datilografar uma petição. Ela deixara o emprego para cuidar da família e concordou em fazer o trabalho em horário flexível, sem estabelecer um novo vínculo. A partir daí, o advogado observou que havia outros profissionais com necessidades semelhantes, e também, grupos de pessoas – donas de casas, estudantes e aposentados, entre outros – interessados em realizar trabalhos eventuais como forma de garantir uma renda extra, mas sem comprometer sua ocupação principal.

    Estabeleciam-se desta forma novos tipos de relações entre o capital e o trabalho, os quais substituíam o viés da continuidade, que vinha caracterizando o emprego formal até então, pelo caráter da temporalidade e flexibilidade, em consonância com uma nova sociedade que emergia sobre os escombros ou os reflexos da grande guerra mundial.

    No Brasil, a primeira iniciativa em direção à constituição de uma base legal e específica para a atividade, partiu da Associação Comercial do Rio de Janeiro, que em princípios dos anos 70 desenvolveu e enviou proposta de projeto de lei ao Ministério do Trabalho e Previdência Social. Foi um dos eventos que inspirou um grupo de doze empresários paulistas a organizarem a ASSERTTEM, assumindo a proposta fluminense como um norte a guiar as suas ações.

    A Associação Brasileira do Trabalho Temporário, ASSERTTEM, foi fundada em 17 de março de 1970 com o objetivo de organizar, regulamentar e representar o setor de Trabalho Temporário no País e a primeira grande conquista das mobilizações da Entidade foi a lei de 6.019 de 1974 que ofereceu o embasamento jurídico que faltava ao desenvolvimento da atividade.

    Hoje, a Associação reafirma que o Trabalho Temporário constitui alternativa legal e oportuna para atender as demandas sazonais ou a substituição de empregados efetivos e eventualmente afastados, mas acima de tudo, oferecer oportunidades de emprego e proporcionar meios de crescimento para a sociedade.

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