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  • Movimentação no comércio impulsiona trabalho temporário no final do ano
  • Considerando apenas o comércio, aproximadamente 82 mil vagas temporárias devem ser abertas neste fim de ano em todo o país, principalmente entre novembro e dezembro, devido às compras sazonais da época, como Natal e Ano Novo, impulsionadas também pelo incremento do 13º salário na economia.

    Estimativa da ASSERTTEM (Associação Brasileira do Trabalho Temporário), a partir da análise de dados informados pela Caixa Econômica Federal, também indica que, no total, 434.429 novos postos de trabalho temporário serão gerados no último quadrimestre de 2018, um aumento de 10% nas contratações temporárias em comparação com o mesmo período de 2017, quando 394.935 empregos foram criados.

    Segundo a associação, a projeção de alta é influenciada, principalmente, pelas contratações na indústria, em especial as do segmento farmacêutico, alimentar, químico e agroindustrial.

    Do total de vagas previstas para os últimos quatro meses do ano em todo o país, de setembro a novembro 65% delas deve ser absorvida pela indústria (212.708 vagas); 15% pelo comércio (49.086 vagas) e 20% pelo setor de serviços (65.448 vagas). Para dezembro de 2018, a estimativa é de 30% comércio (32.155 vagas); 45% serviços (48.233 vagas) e 25% indústria (26.796 vagas).

    O número estimado para contratações temporárias no último quadrimestre de 2018 (434.429) fica ainda mais representativo se comparado ao total de vagas de 2016, quando foram geradas 355.322 oportunidades. Neste caso, a alta sobe para 22%, mas ainda longe de alcançar o montante ocasionado no fim de 2014, quando 490.435 pessoas retornaram ao mercado de trabalho.

    Considerada uma oportunidade de recolocação profissional mais rápida no mercado de trabalho formal, além de porta de entrada para o emprego efetivo, a previsão de alta para contratações temporárias neste fim de ano reforça as conjecturas de retomada da economia brasileira.

    A presidente da ASSERTTEM, Michelle Karine, explica que em momentos de incerteza econômica, a contratação temporária representa uma alternativa mais viável às empresas, que precisam ter condições de atender à demanda aquecida, seja no comércio ou na produção de bens e mercadorias, na indústria.

    “Nesses momentos, fica difícil para as empresas investirem em despesas fixas, diante de receitas flutuantes. Nesse sentido, o trabalho temporário é o

    mais viável para atender a demanda de flexibilidade e de rápida mobilização de mão de obra. E esse tipo de admissão se destaca nesse contexto, pois é a única modalidade de contratação com prazo flexível na legislação trabalhista brasileira, atendendo as necessidades transitórias com maior eficiência", afirma a presidente da associação.

    Ranking por Estados

    Entre os estados com mais postos de trabalho temporário para o período, São Paulo lidera o ranking concentrando 67,27% das vagas estimadas para o fim do ano, ou seja, 292.230 mil vagas, ante 265.664 registradas em 2017. Na sequência, aparece o Paraná, com 7,41% dos postos de trabalho, (32.172). Depois, o Rio de Janeiro, que deve ofertar 25.597 novas vagas, o que representa 5,89% no total previsto para o país. O estado do Amazonas aparece com 19.212 mil postos, contribuindo com 4,42% no total e, por fim, Minas Gerais, que deve criar 16.330 vagas temporárias com 3,76% na divisão total. Todos eles registraram aumento em comparação com o mesmo período de 2017.

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